Como colocar música no Spotify: o caminho real e quanto custa
A primeira coisa a saber poupa horas de procura: o Spotify não aceita upload direto. Não existe botão de "publicar música" na sua conta, nem no aplicativo nem no site. Toda faixa entra por uma distribuidora digital. 1. O áudio. WAV, 16 ou 24 bits, 44.1 kHz. MP3 é aceito por…
A primeira coisa a saber poupa horas de procura: o Spotify não aceita upload direto. Não existe botão de "publicar música" na sua conta, nem no aplicativo nem no site. Toda faixa entra por uma distribuidora digital.
O caminho, do arquivo ao lançamento
1. O áudio. WAV, 16 ou 24 bits, 44.1 kHz. MP3 é aceito por algumas distribuidoras, mas perde qualidade e algumas recusam.
2. A capa. Quadrada, mínimo 3000×3000 pixels, sem logo de rede social, sem URL e sem texto que não seja o nome do artista e da faixa. Capa fora da regra é o motivo número um de lançamento devolvido.
3. A distribuidora. DistroKid, TuneCore, Amuse, ONErpm e CD Baby são as mais usadas no Brasil. Elas cobram por ano ou por lançamento, e a diferença entre elas está na comissão, no suporte e em quanto tempo demoram.
4. Os dados. Nome artístico exatamente como deve aparecer, compositores, ISRC (a distribuidora gera se você não tiver), data de lançamento e territórios.
5. O prazo. Marque a data com pelo menos 3 ou 4 semanas de folga. Não é burocracia: é o que permite o passo seguinte.
O passo que quase todo artista pula
Assim que a faixa estiver enviada e antes de ela sair, reivindique o seu
perfil no Spotify for Artists (artists.spotify.com). É gratuito.
Com o perfil nas suas mãos você consegue:
- trocar foto, biografia e links;
- ver de onde vêm as reproduções, quem salvou e quem adicionou em playlist;
- e, o que mais importa, enviar a faixa para a curadoria de playlists — o formulário só aceita música ainda não lançada, e por isso o prazo de quatro semanas existe.
Quem lança sem fazer isso perde a única chance de ser considerado para playlist editorial naquele lançamento.
Quanto custa e quanto rende
O custo anual de uma distribuidora popular fica na casa de algumas dezenas de reais por ano para artista individual. Barato.
O retorno é o que decepciona: a ordem de grandeza por reprodução é de frações de centavo. Mil reproduções não pagam o café. Quem vive de música vive de show, de sincronização e de obra autoral — a reprodução é o que mantém o nome circulando.
O que acontece no dia do lançamento
A faixa aparece, e normalmente não acontece nada. É o esperado: o Spotify distribui por sinal, e nos primeiros dias o único sinal que existe é o que vem de quem você avisou.
Três números pesam mais que o total de reproduções:
- salvamentos (quem adicionou à biblioteca) — o sinal mais forte de todos;
- ouvintes mensais, que é o que aparece no topo do seu perfil para quem chega;
- taxa de conclusão — quem ouviu até o fim.
As playlists algorítmicas (Descobertas da Semana, Radar de Novidades) leem justamente esses sinais. Faixa que ninguém salva não entra nelas, por melhor que seja.
O degrau do começo, dito com honestidade
Perfil novo mostra 0 ouvintes mensais. Quem chega pelo link que você mandou
lê esse número antes de apertar o play — e é isso que faz o lançamento parecer
menor do que é.
Quem quer dar esse primeiro empurrão encontra em plays para o Spotify a quantidade e o prazo publicados antes do pedido, em ouvintes mensais o número que aparece no topo do perfil, e em salvos o sinal que o algoritmo lê com mais peso. Com a ressalva honesta: nada disso compõe a próxima faixa, e é ela que decide se alguém volta.
Para quem está começando e quer publicar sem distribuidora enquanto decide, o que é SoundCloud explica a plataforma onde o upload é direto.
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